Pais denunciam professora por furar cabeça de criança autista com seringa em creche de Monteiro, na PB

  • 14/09/2026
(Foto: Reprodução)
Pais denunciam professora por supostamente furar cabeça de criança autista com seringa em creche de Monteiro, na PB Ilustração/Banco de imagem Os pais de uma criança de 4 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) denunciaram uma professora de uma creche municipal de Monteiro, no Cariri da Paraíba, por supostamente ter furado a cabeça do menino com uma seringa durante uma aula. Segundo a denúncia, o caso aconteceu em juho, mas a família só foi comunicada pela instituição quase um mês depois. A situação foi registrada em um boletim de ocorrência na Polícia Civil. A professora foi afastada e é alvo de um proceso administrativo. O caso teria acontecido em 7 de julho, mas, segundo a mãe, a família só foi comunicada pela escola no dia 3 de agosto, quase um mês depois. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp Segundo os relatos registrados em documentos da creche e repassados pela mãe da criança, cuidadoras presenciaram a professora pegar o menino de forma brusca e perfurar sua cabeça com uma seringa com agulha, retirada de um estojo de lápis. O menino teria chorado intensamente e apresentado sangramento. Ainda conforme os registros, após o episódio, a professora guardou a seringa, limpou o sangue da cabeça da criança com papel higiênico e perguntou às cuidadoras se elas haviam visto onde o menino teria batido a cabeça. A professora negou à cuidadora e a professora de educação física da creche ter furado a criança. Conforme o relatório de ocorrência, ela afirmou que teria apenas dito que iria pegar uma seringa para repreender o menino e que, posteriormente, percebeu o sangramento e limpou a cabeça dele. O g1 entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação de Monteiro para saber se houve alguma atualização sobre o processo administrativo, quais medidas foram adotadas após a denúncia e se a professora permanece afastada. Até a última atualização desta reportagem, não houve retorno. Agora no g1 Família diz que só soube dos detalhes após ter acesso ao relatório O menino foi diagnosticado com autismo aos 1 ano e 10 meses. Segundo a mãe, Jéssica Lima, a família acreditava inicialmente que a reunião marcada pela creche, em agosto, estaria relacionada a mudanças de comportamento apresentadas pela criança. “Então a creche só nos comunicou com quase 1 mês do acontecido. Nessa reunião foi dito que foi aberto um processo administrativo, que qualquer coisa a gente poderia contar com eles e ofereceram psicólogo, só que naquele dia eu não estava raciocinando direito. Também nos contaram de forma superficial, só soube dos detalhes quando peguei o relatório”, relatou. A reunião ocorreu no dia 3 de agosto, segundo documento da própria creche. No dia seguinte, os pais retornaram à unidade e informaram que haviam gravado uma conversa com o filho em casa. No vídeo, segundo o relato apresentado pelos pais no processo administrativo, a criança confirmou que a professora levou uma seringa para a sala e aplicou o objeto nela. Ao ser questionada sobre onde teria ocorrido a aplicação, a criança apontou para a cabeça. Os pais solicitaram à creche cópias dos relatórios e demais documentos encaminhados à Secretaria Municipal de Educação (SEDUC). Mãe diz que filho apresentou mudanças de comportamento Jéssica contou que a família já havia percebido um comportamento mais agressivo no menino antes de tomar conhecimento do episódio. Segundo ela, isso teria começado entre abril e maio. “Na verdade nós vínhamos percebendo um comportamento muito agressivo nele já tinha um certo tempo. Eu não sei exatamente quando começou, mas acho que meados de abril/maio, e foi por isso que a gente achou que a reunião se tratava do comportamento dele. Mas do começo de agosto pra cá ele já mudou bastante, está bem mais calmo”, afirmou. A mãe também disse que passou a buscar informações sobre o andamento das investigações e do processo administrativo por conta própria. “Eu que fui atrás, tudo eu indo atrás”, relatou. Segundo Jéssica, a família também procurou a Polícia Civil, o Conselho Tutelar e o Ministério Público. Ocorrência foi registrada na Polícia Civil A mãe registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Monteiro no dia 7 de agosto. A certidão, à qual o g1 teve acesso, descreve o caso como maus-tratos. No registro policial, a mãe relatou o sangramento na cabeça do filho, as informações apresentadas pela creche e a conversa gravada com a criança. O caso também passou a ser analisado em um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) da Prefeitura de Monteiro. Em 11 de setembro, os pais prestaram depoimento à Comissão Permanente de Processo Administrativo Disciplinar (CPPAD). No documento, eles relataram indignação com a demora para serem informados e afirmaram que só tiveram conhecimento da dimensão do caso após receberem uma cópia do relatório da creche. Mãe relata uso de seringa para ‘amedrontar’ crianças Em entrevista ao g1, Jéssica afirmou ainda que durante a reunião com a creche, recebeu a informação de que a professora utilizaria uma seringa para amedrontar crianças e fazê-las obedecer. Segundo ela, a informação tem relação com uma campanha de vacinação realizada anteriormente na escola. A mãe afirma que a seringa utilizada para esse fim seria sem agulha. Essa informação, no entanto, não consta no relatório da ocorrência da creche apresentado à família a ameaça as outras crianças, segundo Jéssica. No relatório tinha apenas o que havia acontecido com o seu filho. Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/09/14/pais-denunciam-professora-por-furar-cabeca-de-crianca-autista-com-seringa-em-creche-de-monteiro-na-pb.ghtml


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